Uma faca nos dentes
Uma faca nos dentes
O «mano Forte», como Luiz Pacheco o apelidava, foi o último grande poeta surrealista português, o mais admirado por Cesariny, o mais intransigente, o mais duro, o que nunca separou a poesia da obrigação ética do poeta. Tinha uma faca nos dentes:
"A ação poética implica: para com o amor uma atitude apaixonada, para com a amizade uma atitude intransigente, para com a revolução uma atitude pessimista, para com a sociedade uma atitude ameaçadora."
Durante os mais de 20 anos em que foi Encarregado das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, transportando-se numa Citroën abastecida de livros, levou a cultura e o prazer da leitura a regiões isoladas do país.
A voz de Forte não é plural, não é directa ou sinuosamente derivada, não é devedora. Como toda a poesia, a verdadeira, possui apenas a sua tradição.
Herberto Helder
Maria Leite, 2014, Pobre mãe tu não podes ...
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