Diário Selvagem
Diário Selvagem
Diário Selvagem, de Luiz Pacheco, «até aqui quase integralmente inédito, é um livro mítico, listado e discutido em inúmeras cartas e cronologias do autor, a que só alguns biógrafos e estudiosos foram tendo acesso».
Hoje está cá fora e o dia é de festa. E é para os leitores e só por eles que, tomando balanço no desatavio de Luiz Pacheco, damos este passo no sentido de por fim a um embargo absurdo da obra, para que não fique retida no espólio desses senhoritos que podem desembolsar umas valentes brasas pelo gozo acrescido de ter o libertino em cativeiro. (Língua Morta, Nota à edição)
Alto, magro e escanzelado, calvo, usando óculos com lentes muito grossas devido a uma forte miopia, vestindo roupas usadas (por vezes andrajosas e abaixo do seu tamanho), hipersensível ao álcool (gostava de vinho tinto e de cerveja), hipocondríaco sempre à beira da morte (devido à asma e a um coração fraco), impenitentemente cínico e honesto, paradoxal e desconcertante.
Dedicou-se à crítica literária e cultural, tornando-se famoso (e temido) pelas suas críticas sarcásticas, irreverentes e polémicas e denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime salazarista.
Mais um dia de Noite (Documentário): "Luiz Pacheco é um paradoxo de duas pernas". Esta é apenas uma das definições atribuídas ao homem/ escritor/ editor/ crítico literário. Ao longo de 58 minutos temos a oportunidade de ouvir o testemunho do próprio Luiz Pacheco e o daqueles que com ele conviveram ou ainda convivem de perto.
Mais um dia de Noite, 1995 (Arquivo RTP)
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